O ABORTO
O ser humano é de facto apaixonante, com todas as suas virtudes e defeitos. E quanto mais o conheço mais tenho consciência que ainda nada sabemos dele e como funciona.
O tão falado tema “aborto”, é mais um episódio de pura obsessão compulsiva.
Somos bombardeados com ele a toda a hora. Só se fala nisso.
Existem blogs às centenas, fotos, documentários, debates, programas, panfletos, discursos, direitos de anten. Gastam-se milhares de euros e divergem opiniões. Está longe de ser um tema consensual.
(Reminiscência ao tema da Pedofilia, extenuantemente falado e… afinal ficou em “banho-maria”.)
Tendências religiosas e opiniões partidárias à parte, porque considero que nada têm a ver com isto! (Dava outro post)
Muitos põem ainda em questão a pergunta e a sua má formulação.
Para mim, as palavras são um jogo.
Cada um pode sempre interpretá-lo como quiser.
Irei votar, cumprindo assim o meu direito e dever cívico num estado democrático ou pelo menos ainda vou tentando manter a crença que seja democrático e que tanto prezo.
Não vou, contudo, divulgar aqui se será um Sim ou um Não... O voto é secreto!
Não tendo passado pela experiência de abortar e espero nunca ter que me submeter a tal, não posso imaginar o sofrimento que será, mas considero-o um infortúnio para as mulheres que passaram por essa experiência.
Perante o espectáculo circense em que o país se coloca perante uma questão que no meu ver está mais ligada à formação e consciência individual e com princípios éticos e morais individuais, assustando-me um pouco quando o colectivo se tenta sobrepor a essa liberdade, do que a tendências políticas e religiosas.
Ok!
Posto isto, os factos:
- A lei (art.º140 C. P.) tal como ela está não se pode considerar em conformidade com a realidade;
- O aborto existe; os números falam por si e não deixará de existir;
-1 em cada 7 mulheres já fez um aborto (assustador né?);
- As mulheres com posse vão a clínicas luxuosas fazer o “trabalhinho” e as pobres a um vão de escada ficando muitas vezes entre a vida e a morte;
- Os motivos que levam uma mulher a abortar não são só os apontados na lei; existem também os de ordem psicológicas que não deviam ser menosprezados como são o caso: iminência da perda de trabalho; gravidezes fruto de relação ocasionais; carência de posses por parte da mulher para garantir a sobrevivência condigna da criança, etc…)
Perante isto e, tendo consciencia que nada acrescento ao tema, em jeito de conclusão, deixo apenas algumas palavras de Alípio Maia e Castro sobre o tema da falsidade e mentira do ser humano:
“O homem que se engana a si mesmo é o que vive na ilusão: faz de conta que não vê as exigências difíceis da vida, procura talvez distorcê-las para diminuir as suas asperezas; convence-se de que fará isto ou aquilo quando na realidade isto ou aquilo está acima das suas forças; não reconhece os seus erros, está sempre um pouco fora da realidade: isso é falsidade. Um homem destes, digamos, nunca se pode levar a sério.”
O tão falado tema “aborto”, é mais um episódio de pura obsessão compulsiva.
Somos bombardeados com ele a toda a hora. Só se fala nisso.
Existem blogs às centenas, fotos, documentários, debates, programas, panfletos, discursos, direitos de anten. Gastam-se milhares de euros e divergem opiniões. Está longe de ser um tema consensual.
(Reminiscência ao tema da Pedofilia, extenuantemente falado e… afinal ficou em “banho-maria”.)
Tendências religiosas e opiniões partidárias à parte, porque considero que nada têm a ver com isto! (Dava outro post)
Muitos põem ainda em questão a pergunta e a sua má formulação.
Para mim, as palavras são um jogo.
Cada um pode sempre interpretá-lo como quiser.
Irei votar, cumprindo assim o meu direito e dever cívico num estado democrático ou pelo menos ainda vou tentando manter a crença que seja democrático e que tanto prezo.
Não vou, contudo, divulgar aqui se será um Sim ou um Não... O voto é secreto!
Não tendo passado pela experiência de abortar e espero nunca ter que me submeter a tal, não posso imaginar o sofrimento que será, mas considero-o um infortúnio para as mulheres que passaram por essa experiência.
Perante o espectáculo circense em que o país se coloca perante uma questão que no meu ver está mais ligada à formação e consciência individual e com princípios éticos e morais individuais, assustando-me um pouco quando o colectivo se tenta sobrepor a essa liberdade, do que a tendências políticas e religiosas.
Ok!
Posto isto, os factos:
- A lei (art.º140 C. P.) tal como ela está não se pode considerar em conformidade com a realidade;
- O aborto existe; os números falam por si e não deixará de existir;
-1 em cada 7 mulheres já fez um aborto (assustador né?);
- As mulheres com posse vão a clínicas luxuosas fazer o “trabalhinho” e as pobres a um vão de escada ficando muitas vezes entre a vida e a morte;
- Os motivos que levam uma mulher a abortar não são só os apontados na lei; existem também os de ordem psicológicas que não deviam ser menosprezados como são o caso: iminência da perda de trabalho; gravidezes fruto de relação ocasionais; carência de posses por parte da mulher para garantir a sobrevivência condigna da criança, etc…)
Perante isto e, tendo consciencia que nada acrescento ao tema, em jeito de conclusão, deixo apenas algumas palavras de Alípio Maia e Castro sobre o tema da falsidade e mentira do ser humano:
“O homem que se engana a si mesmo é o que vive na ilusão: faz de conta que não vê as exigências difíceis da vida, procura talvez distorcê-las para diminuir as suas asperezas; convence-se de que fará isto ou aquilo quando na realidade isto ou aquilo está acima das suas forças; não reconhece os seus erros, está sempre um pouco fora da realidade: isso é falsidade. Um homem destes, digamos, nunca se pode levar a sério.”

4 Comments:
Cada partido antes de ser eleito para o governo deveria mostrar a lista de ideias para o qual se vai debater, pois mais que as cores partidarias o principal são as ideias e os ideais de cada um. Poupariamos muito dinheiro aos contribuintes dessa maneira.. imaginemos por um momento que o PS tinha mostrado uma posição clara, um SIM nesta questão e o PSD um NÃO, os contribuintes ao elegerem um partido estariam a mostrar tambem a sua posição.. porque é assim que entendo que uma democracia funciona, em torno dos ideais.. a decisao do aborto deveria ser tomada dentro da propria assembleia da republica.. porque vendo as coisas desta maneira se o aborto merece um referendo porque não se faz um para saber se os portugueses querem mesmo um TGV ou um novo aeroporto ? ou mais outra ponte sobre o tejo.. é o nosso dinheiro que esta em jogo afinal de contas..
enfim...
mas as coisas não funcionam assim.. acerca do aborto, eu pergunto.. mas existe alguma decissao a ser feita ? ela não esta já tomada ? todos sabemos que o aborto existe.. vai continuar a existir e não é a ignorar algo que se resolve um problema, é obvio que teem de se tomar medidas para que isto não continue da mesma maneira.. o que me irrita é ouvir as opiniões contra o aborto (não são todas claro).. digas o que diseres mostrando claramente a razão da necessidade de uma mudança a resposta do outro lado é semre algo como: "SIM Á VIDA NÃO AO ABORTO" ..irrita-me profundamente ouvir isto.. é claro que todos axamos o aborto uma coisa má mas temos de olhar para os factos.. não sei em que realidade cor de rosa algumas pessoas vivem em que um "NÃO" resolve todos os problemas..
isto deixa-me deprimido..
e mesmo apesar de não dizeres a tua opinião aixo que indirectamente a deixas bem clara.. lol
concordo com o que li no Blog do Nuno Markl acerca da elevada abstenção de ontem.. por isso faço um "copy/paste" aqui do que li lá..
"Estou contente com a vitória do SIM, mas reconheço o sabor algo amargo desta vitória, com os quase 60% de abstencionistas. É… pitoresco, digamos assim, que os portugueses passem a vida a queixar-se da classe política, de que todos “só querem poleiro” e de que ninguém quer saber do povo para nada, e que, quando por uma rara vez é feita uma pergunta concreta e importante à população, tanta gente fique em casa, rabo firmemente encaixado no sofá. ‘Tá giro."
deprimente..
"se o aborto merece um referendo porque não se faz um para saber se os portugueses querem mesmo um TGV ou um novo aeroporto ? ou mais outra ponte sobre o tejo.. "
Concordo. E mais. Fecho das maternidades? Encerramento de hospitais?
Estamos a falar de cuidados primarios e necessidades basicas do ser humano!!!
Vivemos numa pseudo-democracia, e assim como um pseudo-intelectual, so o é, na indumentária de que se serve.
Quanto ao Nuno Markl, um bem haja a esse senhor, tem toda a razão. O protugues queixa-se, queixa-se mas nada faz para mudar nada. Há 9 anos atras não foram votar pk estava calor e foi tudo pra praia, este ano pk esava a chover muito e ficaram "alapados" no quentinho. Os outros que decidam! Masdepois criticam e dizem que esta tudo mal!
Enfim... é de facto deprimente :(
Um referendo nacional, onde se dá voz ao povo para que este possa mudar alguma coisa.
E 60% de abstencionistas...
Mas depois falam, falam e criticam, mas não fazem nada para que nada mude.
Quanto às votações no programa "Os grandes Portugueses" uau!
Isto sim vale a pena votar!
Paga-se... mas mesmo assim é mais catita votar num morto!!!
A grande ironia é que os mais votados são os politicos.
Ora, não entendo. Tambem não sou sociologa, mas acho que deveria ser feito um estudo à mentalidade do Zé Povinho... Urgente!
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