Tuesday, August 28, 2007


Aos povos indígenas se deve reconhecer o crédito de terem lidado historicamente com os recursos naturais de maneira branda, provocando poucas perturbações ambientais até a chegada dos conquistadores europeus...
A partir dai já é outra conversa.
Nos países mais desenvolvidos, produzem-se agressões como a chuva ácida que comprometem a sobrevivência dos bosques, situação que se pretende controlar mediante a exigência de requisitos de qualidade para os combustíveis, como a limitação do conteúdo de enxofre.
Nos países menos desenvolvidos, as massas florestais são reduzidas ano após ano, enquanto que nos países industrializados acontece uma recuperação devido a pressões sociais, reconvertendo-se os bosques em atracções turisticas e lugares de relaxamento.
A floresta portuguesa é um ecossistema muito antigo, inicialmente com árvores de folha caduca no Norte do país e árvores de folha perene a Sul. Actualmente, a área florestal portuguesa ascende aos 3 milhões de hectares.
A violência e a extensão dos incêndios nestes últimos anos têm destruído centenas de hectares de floresta. A ausência de uma política de ordenamento e gestão florestal, o desconhecimento real das áreas florestais, a ineficácia das medidas de prevenção e combate dos fogos florestais, o abandono de extensas áreas florestais, associadas a certas situações climatéricas ou a acções negligentes e criminosas, são causas deste elevado número de incêndios.
O problema associado ao abate de árvores baseia-se no abate desregrado e desenfreado, e na ambição pelas áreas ardidas e matéria-prima. Se após o abate de árvores o terreno for abandonado, a reposição do equilíbrio pode demorar décadas, chegando mesmo a atingir a proporção de milénios. Se não forem tomadas medidas drásticas, cerca de um sexto das florestas mundiais desaparecerá até 2030.
Os eucaliptos foram trazidos da Austrália e Tasmânia e têm sido preferência em relação às espécies nativas, já que se desenvolvem mais rapidamente e têm maior capacidade de regeneração (aspecto positivo em caso de incêndio). De início, o objectivo de plantar eucaliptos era o de drenar terrenos pantanosos, devido a certas características desta espécie, mas rapidamente se descobriu que os eucaliptos poderiam ser bastante mais lucrativos no ramo da indústria de papel, sendo plantados até em terrenos férteis, indispensáveis à actividade agrícola. Estes terrenos ficam rapidamente degradados, não sendo possível voltar a restaurar no local as espécies nativas.
Há muito a fazer.
Contudo, no nosso dia-a-dia temos a tendência de não pensar muito neste assunto, como se não fosse nosso. Mas é.
Há que adoptar as técnicas, tão faceis, de reciclagem.
Há que poupar água.
Há que poupar papel, não se esqueça que uma tonelada de papel reciclado poupa 15 a 20 árvores!
Havia muito mais para dizer. Mas há muito mais por fazer...

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