Tuesday, November 28, 2006

Hummm...

Friday, November 24, 2006

Pais Natal...

Até que ponto isto é tem piada? São animais! Não deveriam estar sujeitos ao merchandising humano...
Foto: Fonte BBC

Tuesday, November 14, 2006

Onde estas tu?

De repente parámos e perguntámo-nos:
“Para onde vais?”
Porque será que as perguntas mais elementares são sempre as mais difíceis de responder? Intimamente e sem conformismo, quando nos começamos a questionar, regressamos a nós.
Ironicamente e adeptos de uma perfeita publicidade enganosa e fatal, temos sempre a ideia que essas questões só as crianças as fazem.
É verdade, de facto as crianças fazem-nas constantemente porque sabem a verdade.Mais tarde, quando “crescemos” somos treinados a esquecê-las, a substitui-las por mitos, receios, preconceitos, prestações, promessas… e perdemo-nos de nós, em nós, à imagem e semelhança não de deuses, mas de outros também igualmente perdidos.
Custa começar… custa começar a andar, a ler, a sofrer, a amar, a viver.
Custa mostrar-nos, dar-nos, custa ser, custa acreditar…
Por isso, criámos máscaras que nos ajudam a esconder esse custoso e pesado fardo de ter de ser... e ter de ser sempre... com qualidades e defeitos, sonhos e desilusões, amores e rejeições, paixões e guerras.
Nem sempre assim foi.
No tempo em que os animais falavam não era assim………………… lembras-te?
Eu não me lembro, mas eles contam-me como era… como éramos.
Que mal estar… a amnésia do ser.

E agora onde estas tu... e a mim viste-me?
"Levei-o no meu sonho azul
Azul, Azul
Da cor do céu
Levei-o comigo

Sonhou um sonho
Da cor do meu
Deitados no leito da lua
Na frescura, que tremor...
Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul

Levei-o no meu sonho azul
Azul, azul
Da cor do mar
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
De apaixonar

Deitados na noite das ilhas
Na frescura, que tremor...
Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul"

(né ladeiras)

Gostava de dizer...

Hoje pintei sorrisos... abertos... cheios de luz... e cor...
Porque não o fiz então, se essa era a minha intenção?
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob
instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade...

Encontros...

É magia num pulsar de veias...
Suspiros perdidos aqui e além, são frases antecipadas a este mundo, é canto de pássaro desfeito em sorrisos, é o cair da chuva… na janela da alma…
Porque se escondem?
As palavras… aquelas, são força da natureza e seus sonhos elixir de encantamento e é nesse mundo… naquele mundo que as encontramos.
Traçam caminhos imaginários (dizem) por entre mundos, quilómetros de rios, montes e gentes, formam-se nuvens brancas de algodão doce qual muralhas em seu redor… a eles…Aqueles dois, que se encontram................... simplesmente...
De almas cheias de saudades do que nunca viveram, numa nostalgia de uma música, não há sonho nem imagens a acrescentar... nem sonhos nem fronteiras, nem línguas, nem sabor, nem traições nem explicações, só um silêncio repleto de cumplicidade…
Dizer que pertencem a este mundo... que disparate…

Pertencem-se num mundo só deles…

É apenas... talvez mais

Vontade soberana ao estar
É um esconder de olhos que anseiam,
O beijo, o toque, o calor
Reduzida à mercê da vontade de querer, apenas
Saber-te, sabendo que ainda nada sei
Ansiando libidinosos … sem contudo nada poder.

É fazê-lo, sem palavras…
Num fervilhar de ossos, carne,
suor, cheiro, sabor…
É um soltar de cabelos que cobrem a nudez, o rubor,
O palpitar que escasseia o ar…

É vontade
Dos teus olhos… húmidos…
De um fogo aceso, ancestral
Enroscados… achamo-nos.

Toca-me, como um artesão…
Quente…
Um pouco quente de mais para sequer falar
Quase a evaporar nesse êxtase

Mergulhar em ti, nos recantos mais secretos
Sabor a mel, morosos olhares…
Doces sussurros de respirar, de gemidos
E, de um longo sorriso…

Saturday, November 11, 2006

Faz-me esse favor... fazes?



Vai... voa... até longe! Faz-me esse favor, fazes?

Diz-lhe que a minha resposta é sim se ele aceitar...

Nunca lhe irei dizer que é... mas confio em ti para que lho digas.

Que ele não me pergunte nada. Mas que aceite:

Que não queira justificações, que não tenha que dar satisfações, que não queira que eu mude, sou assim, que não mude...

Que não queira tirar-me os meus sonhos, são meus...

Que não queira ser meu dono, não tenho...

Que não queira tirar-me a liberdade, morreria...

Vai... voa... até longe... Faz-me esse favor, fazes?

E se ele não aceitar... escusas de voltar.

Quem tem medo


Quem tem medo de envelhecer?
Quem tem medo de se perder vivendo em memórias?
Quem tem medo de olhar o espelho e, em cada ruga, estar uma história boa... outra má... pedaços de nós.
Quem tem mais rugas é mais feliz. Chorou mais, riu mais, sentiu mais...
Temos medo. Não de envelhecer. Isso já esta a acontecer desde que nascemos.
Temos medo de esquecer. Temos medo de que as nossas rugas não nos contem os segredos quando a memoria enfraquecer. Medo de ter medo...
Venham elas... as rugas... os cabelos brancos...