Tuesday, November 28, 2006
Friday, November 24, 2006
Tuesday, November 14, 2006
Onde estas tu?
De repente parámos e perguntámo-nos:
“Para onde vais?”
Porque será que as perguntas mais elementares são sempre as mais difíceis de responder? Intimamente e sem conformismo, quando nos começamos a questionar, regressamos a nós.
Ironicamente e adeptos de uma perfeita publicidade enganosa e fatal, temos sempre a ideia que essas questões só as crianças as fazem.
É verdade, de facto as crianças fazem-nas constantemente porque sabem a verdade.Mais tarde, quando “crescemos” somos treinados a esquecê-las, a substitui-las por mitos, receios, preconceitos, prestações, promessas… e perdemo-nos de nós, em nós, à imagem e semelhança não de deuses, mas de outros também igualmente perdidos.
Custa começar… custa começar a andar, a ler, a sofrer, a amar, a viver.
Custa mostrar-nos, dar-nos, custa ser, custa acreditar…
Por isso, criámos máscaras que nos ajudam a esconder esse custoso e pesado fardo de ter de ser... e ter de ser sempre... com qualidades e defeitos, sonhos e desilusões, amores e rejeições, paixões e guerras.
Nem sempre assim foi.
No tempo em que os animais falavam não era assim………………… lembras-te?
Eu não me lembro, mas eles contam-me como era… como éramos.
Que mal estar… a amnésia do ser.
E agora onde estas tu... e a mim viste-me?
“Para onde vais?”
Porque será que as perguntas mais elementares são sempre as mais difíceis de responder? Intimamente e sem conformismo, quando nos começamos a questionar, regressamos a nós.
Ironicamente e adeptos de uma perfeita publicidade enganosa e fatal, temos sempre a ideia que essas questões só as crianças as fazem.
É verdade, de facto as crianças fazem-nas constantemente porque sabem a verdade.Mais tarde, quando “crescemos” somos treinados a esquecê-las, a substitui-las por mitos, receios, preconceitos, prestações, promessas… e perdemo-nos de nós, em nós, à imagem e semelhança não de deuses, mas de outros também igualmente perdidos.
Custa começar… custa começar a andar, a ler, a sofrer, a amar, a viver.
Custa mostrar-nos, dar-nos, custa ser, custa acreditar…
Por isso, criámos máscaras que nos ajudam a esconder esse custoso e pesado fardo de ter de ser... e ter de ser sempre... com qualidades e defeitos, sonhos e desilusões, amores e rejeições, paixões e guerras.
Nem sempre assim foi.
No tempo em que os animais falavam não era assim………………… lembras-te?
Eu não me lembro, mas eles contam-me como era… como éramos.
Que mal estar… a amnésia do ser.
E agora onde estas tu... e a mim viste-me?
"Levei-o no meu sonho azulAzul, Azul
Da cor do céu
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
Da cor do meu
Deitados no leito da lua
Na frescura, que tremor...
Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul
Levei-o no meu sonho azul
Azul, azul
Da cor do mar
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
De apaixonar
Deitados na noite das ilhas
Na frescura, que tremor...
Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul"
(né ladeiras)
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob
instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade...
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob
instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade...
Encontros...
É magia num pulsar de veias...
Suspiros perdidos aqui e além, são frases antecipadas a este mundo, é canto de pássaro desfeito em sorrisos, é o cair da chuva… na janela da alma…
Porque se escondem?
As palavras… aquelas, são força da natureza e seus sonhos elixir de encantamento e é nesse mundo… naquele mundo que as encontramos.
Traçam caminhos imaginários (dizem) por entre mundos, quilómetros de rios, montes e gentes, formam-se nuvens brancas de algodão doce qual muralhas em seu redor… a eles…Aqueles dois, que se encontram................... simplesmente...
De almas cheias de saudades do que nunca viveram, numa nostalgia de uma música, não há sonho nem imagens a acrescentar... nem sonhos nem fronteiras, nem línguas, nem sabor, nem traições nem explicações, só um silêncio repleto de cumplicidade…
Dizer que pertencem a este mundo... que disparate…
Pertencem-se num mundo só deles…
Suspiros perdidos aqui e além, são frases antecipadas a este mundo, é canto de pássaro desfeito em sorrisos, é o cair da chuva… na janela da alma…
Porque se escondem?
As palavras… aquelas, são força da natureza e seus sonhos elixir de encantamento e é nesse mundo… naquele mundo que as encontramos.
Traçam caminhos imaginários (dizem) por entre mundos, quilómetros de rios, montes e gentes, formam-se nuvens brancas de algodão doce qual muralhas em seu redor… a eles…Aqueles dois, que se encontram................... simplesmente...
De almas cheias de saudades do que nunca viveram, numa nostalgia de uma música, não há sonho nem imagens a acrescentar... nem sonhos nem fronteiras, nem línguas, nem sabor, nem traições nem explicações, só um silêncio repleto de cumplicidade…Dizer que pertencem a este mundo... que disparate…
Pertencem-se num mundo só deles…
É apenas... talvez mais
Vontade soberana ao estar
É um esconder de olhos que anseiam,
O beijo, o toque, o calor
Reduzida à mercê da vontade de querer, apenas
Saber-te, sabendo que ainda nada sei
Ansiando libidinosos … sem contudo nada poder.
É fazê-lo, sem palavras…
Num fervilhar de ossos, carne,
suor, cheiro, sabor…
É um soltar de cabelos que cobrem a nudez, o rubor,
O palpitar que escasseia o ar…
É vontade
Dos teus olhos… húmidos…
De um fogo aceso, ancestral
Enroscados… achamo-nos.
Toca-me, como um artesão…
Quente…
Um pouco quente de mais para sequer falar
Quase a evaporar nesse êxtase
Mergulhar em ti, nos recantos mais secretos
Sabor a mel, morosos olhares…
Doces sussurros de respirar, de gemidos
E, de um longo sorriso…
É um esconder de olhos que anseiam,
O beijo, o toque, o calor
Reduzida à mercê da vontade de querer, apenas
Saber-te, sabendo que ainda nada sei
Ansiando libidinosos … sem contudo nada poder.
É fazê-lo, sem palavras…
Num fervilhar de ossos, carne,
suor, cheiro, sabor…
É um soltar de cabelos que cobrem a nudez, o rubor,
O palpitar que escasseia o ar…
É vontade
Dos teus olhos… húmidos…
De um fogo aceso, ancestral
Enroscados… achamo-nos.
Toca-me, como um artesão…
Quente…
Um pouco quente de mais para sequer falar
Quase a evaporar nesse êxtase
Mergulhar em ti, nos recantos mais secretos
Sabor a mel, morosos olhares…
Doces sussurros de respirar, de gemidos
E, de um longo sorriso…
Saturday, November 11, 2006
Faz-me esse favor... fazes?

Vai... voa... até longe! Faz-me esse favor, fazes?
Diz-lhe que a minha resposta é sim se ele aceitar...
Nunca lhe irei dizer que é... mas confio em ti para que lho digas.
Que ele não me pergunte nada. Mas que aceite:
Que não queira justificações, que não tenha que dar satisfações, que não queira que eu mude, sou assim, que não mude...
Que não queira tirar-me os meus sonhos, são meus...
Que não queira ser meu dono, não tenho...
Que não queira tirar-me a liberdade, morreria...
Vai... voa... até longe... Faz-me esse favor, fazes?
E se ele não aceitar... escusas de voltar.
Quem tem medo

Quem tem medo de envelhecer?
Quem tem medo de se perder vivendo em memórias?
Quem tem medo de olhar o espelho e, em cada ruga, estar uma história boa... outra má... pedaços de nós.
Quem tem mais rugas é mais feliz. Chorou mais, riu mais, sentiu mais...
Temos medo. Não de envelhecer. Isso já esta a acontecer desde que nascemos.
Temos medo de esquecer. Temos medo de que as nossas rugas não nos contem os segredos quando a memoria enfraquecer. Medo de ter medo...
Venham elas... as rugas... os cabelos brancos...



