Sunday, February 25, 2007
Wednesday, February 07, 2007
Tuesday, February 06, 2007
Medias
Ora bem. Há mulher reais e irreais? Parece que sim.
O governo Espanhol decidiu uniformizar de forma realista os tamanhos de roupa vendida para as mulheres.
Em Portugal:
"13 por cento são obesas e 34 por cento têm excesso de peso; e mais de 40 por cento das portuguesas vestem o tamanho 40 ou seja, mais ou menos 80 centimetros de cintura, quando o perímetro esta acima deste valor, existem riscos para a saude".
Portanto, as medidas consideradas medianas para a mulher portuguesa são:
Peso: 65 kg
Altura: 1,61 cm
Cintura: 80 cm
Anca: 97 cm
Está visto. Mais um grupo ao qual não faço parte...
Cardeal patriarca, José Policarpo
Mas que para ser "verdadeira" tem que ser feita na "perspectiva da castidade" em que essa castidade surge como uma "vivência responsável da própria sexualidade".
Estou confusa... como é que pode haver vivência da sexualidade se há castidade?
Uiii... nem todos celebramos votos senhor Cardeal...
Monday, February 05, 2007
Arte...

"As grandes obras subsistem pelo seu lado apaixonado" Balzac

"O critério da arte estava no contágio afectivo" Tolstoi
"A arte é a resposta a uma necessiadde que temos de manifestar a nossa actividade sem objectivo, só pelo prazer de a manifestar..." Durkheim

"A natureza é bela quando tem o aspecto da arte, e a arte só pode ser chamada bela quando tivermos consciência de que é arte mesmo que ofereça a aparência da natureza" Kant
"A beleza na antureza aparece unicamente como um reflexo da beleza no espirito" Hegel

"O belo não é atributo particular de mil e um objectos; sem dúvida, Homens, cavalos, vestuário ou liras, são coisas belas; mas acima de tudo isso, existe a Beleza em si" Sócrates
"Produção de beleza pelas obras de um ser consciente"
"Se não tivessemos em nós o sentimento da Beleza, acharíamos, os edificios, os jardins, o vestuário e os equipamentos úteis, mas nunca poderíamos achá-los belos" Hutcheson

"É necessário zombar, rir criticar para planar acima do peso moral e da virtude. Temos de deixar de ter vergonha de nós próprios para sermos superiores" Nietzsche
"A arte é eternamente livre (...) Cada Arte tem as suas raízes no seu tempo, mas a arte superior não é eco e espelho dessa época. Possui, além disso, uma força profética que se estende longe e muto profundamente ao futuro". Kandinsk
Saturday, February 03, 2007
O ABORTO
O tão falado tema “aborto”, é mais um episódio de pura obsessão compulsiva.
Somos bombardeados com ele a toda a hora. Só se fala nisso.
Existem blogs às centenas, fotos, documentários, debates, programas, panfletos, discursos, direitos de anten. Gastam-se milhares de euros e divergem opiniões. Está longe de ser um tema consensual.
(Reminiscência ao tema da Pedofilia, extenuantemente falado e… afinal ficou em “banho-maria”.)
Tendências religiosas e opiniões partidárias à parte, porque considero que nada têm a ver com isto! (Dava outro post)
Muitos põem ainda em questão a pergunta e a sua má formulação.
Para mim, as palavras são um jogo.
Cada um pode sempre interpretá-lo como quiser.
Irei votar, cumprindo assim o meu direito e dever cívico num estado democrático ou pelo menos ainda vou tentando manter a crença que seja democrático e que tanto prezo.
Não vou, contudo, divulgar aqui se será um Sim ou um Não... O voto é secreto!
Não tendo passado pela experiência de abortar e espero nunca ter que me submeter a tal, não posso imaginar o sofrimento que será, mas considero-o um infortúnio para as mulheres que passaram por essa experiência.
Perante o espectáculo circense em que o país se coloca perante uma questão que no meu ver está mais ligada à formação e consciência individual e com princípios éticos e morais individuais, assustando-me um pouco quando o colectivo se tenta sobrepor a essa liberdade, do que a tendências políticas e religiosas.
Ok!
Posto isto, os factos:
- A lei (art.º140 C. P.) tal como ela está não se pode considerar em conformidade com a realidade;
- O aborto existe; os números falam por si e não deixará de existir;
-1 em cada 7 mulheres já fez um aborto (assustador né?);
- As mulheres com posse vão a clínicas luxuosas fazer o “trabalhinho” e as pobres a um vão de escada ficando muitas vezes entre a vida e a morte;
- Os motivos que levam uma mulher a abortar não são só os apontados na lei; existem também os de ordem psicológicas que não deviam ser menosprezados como são o caso: iminência da perda de trabalho; gravidezes fruto de relação ocasionais; carência de posses por parte da mulher para garantir a sobrevivência condigna da criança, etc…)
Perante isto e, tendo consciencia que nada acrescento ao tema, em jeito de conclusão, deixo apenas algumas palavras de Alípio Maia e Castro sobre o tema da falsidade e mentira do ser humano:
“O homem que se engana a si mesmo é o que vive na ilusão: faz de conta que não vê as exigências difíceis da vida, procura talvez distorcê-las para diminuir as suas asperezas; convence-se de que fará isto ou aquilo quando na realidade isto ou aquilo está acima das suas forças; não reconhece os seus erros, está sempre um pouco fora da realidade: isso é falsidade. Um homem destes, digamos, nunca se pode levar a sério.”




